Pateo dos Solares, onde o melhor do Alentejo se apura

por 2serependiters
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O Alentejo é  uma região que nos faz sentir numa montanha russa de descobertas e surpresas. Como já tínhamos escrito previamente noutros artigos (podem ler mais aqui), é aqui que a Portugalidade se reafirma numa mistura de sabores, cheiros e na arte de bem receber os visitantes. É assim impossível não sentirmos uma verdadeira afinidade com o Alentejo e com todas as experiências magníficas que vivenciamos sempre que visitamos este cantinho do nosso país. Desta vez não foi excepção e mais uma vez trazemos histórias magníficas para contar e locais incríveis para vos mostrar a começar pelo local onde ficámos alojados, o magnífico Pateo dos Solares em Estremoz.

História e Enquadramento do Pateo dos Solares

Antes de tudo temos de destacar o sentimento especial que se instalou sobre nós assim que observámos a placa em azulejos onde se pode ler “Pateo dos Solares – 1919”. Ao deslumbramento que o hotel nos oferecia à primeira vista, juntava-se agora o peso da história. Efectivamente, mais tarde viemos a descobrir que no final do século XVIII teria sido ali criada uma fábrica de loiça fina a qual laborou durante aproximadamente 30 anos. A história industrial deste local estende-se também ao século XIX, altura em que a antiga fábrica se transformou numa nova unidade industrial de moagem, que terá sido uma das maiores do Alentejo e com um papel fundamental nas sucessivas acções militares de defesa nesta zona do país.

Este local funcionou ainda como fábrica de cortiça antes de ter sido abandonado já no século XX. Foi já recentemente que foi então renovado e transformado em unidade hoteleira, tendo sempre como objectivo oferecer uma experiência de bem-estar e relaxamento perfeitamente integrada nas sinergias desta cidade Alentejana e na identidade desta região.

Experiência no Hotel

O dia em que chegámos ao Pateo dos Solares foi possivelmente um dos primeiros dias do ano em que parecia que o Verão já tinha chegado. O sol caminha para o horizonte e vamos descendo uma rua tipicamente alentejana, onde o azul e branco das casas vai contrastando com os tons coloridos das flores. No topo desta rua encontra-se finalmente o portão do Pateo dos Solares, ladeado da placa em azulejos onde a data de 1919 nos salta à vista. Estacionamos o carro e ao sair somos invadidos por um cheiro a flores e plantas que vem dos vários jardins que se encontram dentro do recinto do hotel.

A recepção do hotel é em si uma janela histórica e artística que nos faz sentir imediatamente envolvidos. Na parede um grande painel de azulejos alusivo a actividades agrícolas realça a ligação permanente com o ambiente rural e a fonte de mármore no centro é um artefacto que prova o bom gosto transversal a todos os recantos deste hotel. Somos recebidos de forma atenciosa e prestável, tal como esperávamos e como aconteceu sempre que visitámos o Alentejo. Subimos para o nosso quarto e encontramos um espaço extremamente agradável, com uma decoração minimalista mas perfeitamente enquadrada e acima de tudo, duas janelas redondas por onde vai entrando a luz de um dia que já vai longo e que enche o quarto de tons dourados.

Não queríamos terminar o dia sem antes nos refrescarmos um pouco na piscina magnífica do Pateo dos Solares. Efectivamente, escondida dentro do jardim principal do Hotel e depois de passarmos um arco de trepadeiras e flores encontramos uma piscina rodeada de grandes palmeiras e alimentada por uma grande fonte. É o sítio perfeito para um mergulho de fim de tarde e para nos desligarmos de tudo, sem nunca nos deixarmos de envolver no ambiente bucólico que o jardim nos oferece, mesmo estando no meio da cidade.

Outro dos destaques que leva toda esta experiência a outro nível é a comida que podemos encontrar no restaurante do hotel. A sala de refeições é um espaço minimalista mas com extremo bom gosto e um ambiente muito acolhedor. Deixámos-nos levar pelas bochechas de porco preto regadas com vinho tinto e puré de batata doce e pelas plumas de porco preto com migas de espargos. A explosão de sabor na boca foi imediata e adorámos o equilíbrio do prato que nos levou a viajar pelo Alentejo sem sair do nosso lugar, numa mescla de sabores e cheiros única. Para sobremesa, a tradicional encharcada com um toque de modernidade oferecido pelo sorbet de tangerina.

Depois deste jantar magnífico, quisemos ir apanhar um pouco de ar e aproveitar para explorar mais os jardins do hotel. Seguimos um pequeno caminho que liga o edifício principal às casas individuais e por entre o ar quente sentimos sempre o cheiro das alfazemas, do alecrim e de flores. Acabámos por passar um bom bocado numa das muitas espreguiçadeiras junto à piscina enquanto observávamos o céu estrelado por ente as palmeiras do jardim.

Tudo no Pateo dos Solares está perfeitamente enquadrado para oferecer uma experiência única e foi mesmo isso que sentimos, um hotel onde o Alentejo se reinventa e se conjuga de formas perfeitas e verdadeiramente ímpares. Foi uma experiência magnífica e mais do que um momento de relaxamento, foi um momento de contemplação e de descoberta.

Agradecimentos

Queremos desde já agradecer ao Pateo dos Solares na pessoa do Sr. Simão pela magnífica oportunidade e experiência que nos proporcionou. Acima de tudo, queremos agradecer por ter acreditado no nosso trabalho e por acreditar na nossa maneira de partilhar as experiências que vivemos em viagem. Queremos também enviar um agradecimento especial à equipa do hotel que nos recebeu sempre com uma simpatia incrível e uma disponibilidade total. A todos um muito obrigado e votos de muito sucesso.

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