Visitar Marraquexe, o apogeu dos sentidos

por 2serependiters
0 Comentário

Há destinos que se reafirmam pela sua espectacularidade natural, outros cativam pelas pessoas e pelas tradições, outros, menos frequentemente, prendem-nos desde o primeiro momento por conjugarem o material e o imaterial numa fusão única e que oferece a qualquer viajante uma experiência enriquecedora, mas acima de tudo, modificadora e de desenvolvimento cultural e pessoal. Na procura por este tipo de destino, acreditamos ter um encontrado uma excelente opção aqui tão perto de nós. Falamos de Marrocos, e em particular neste artigo, de como visitar Marraquexe.

Na fronteira noroeste do continente Africano encontramos o Reino de Marrocos, um país com uma história quase milenar e que se cruza em muitos momentos com a nossa própria história. Criado pela primeira vez em 788, este Reino foi governado sucessivamente por várias dinastias, as quais foram também deixando marcas patrimoniais que ainda hoje encontramos nas várias cidades Marroquinas. Perdeu apenas a sua independência já no século XX com o estabelecimento de zonas coloniais francesas e espanholas, tendo recuperado a sua autonomia em 1956.   Sobre Marraquexe, escolhemos esta cidade sobretudo pela história riquíssima que marcou o seu desenvolvimento e pelo dinamismo que continua a fazer desta cidade “a pérola do sul”.

Assim, visitar Marraquexe foi acima de tudo uma viagem para um local onde tudo muda rápido, tal como esperávamos de uma cidade com mais de 800.000 habitantes, mas acima de tudo, um choque cultural significativo que nos foi impactando a cada segundo que percorríamos nas suas ruas caóticas. Partilhamos então a nossa experiência nesta magnífica cidade, sobretudo com o objectivo de divulgar a verdadeira essência do que encontrámos.

Cheguei ao Aeroporto e agora?

O aeroporto de Marraquexe foi para nós uma surpresa. Moderno, agradável e bem equipado, efectivamente sentimos-nos bem ao chegar a Marrocos. Assim que entramos no aeroporto é necessário preencher o documento de entrada no país, uma pequena folha que obriga o viajante a dar alguns dados gerais sobre si e sobre o local onde vai ficar no país. O controlo de passaporte é rápido e pouco exigente e ao fim de alguns minutos já estávamos no ar quente e seco daquela noite de Março. Para nos deslocarmos entre o Aeroporto e o Hotel optámos por pedir recorrer a um transfer privado, no entanto, a distância para o centro da cidade é razoável para poder ser feita a pé. Se optarem por um  táxi, não se esqueçam de negociar (Tudo se negoceia em Marrocos).

Onde ficar ao visitar Marraquexe?

Durante o planeamento da nossa viagem procurámos um alojamento que nos oferecesse uma experiência diferente e de com impacto cultural. Assim, optámos por ficar numa típica Riad, noutra palavras, uma típica casa senhorial árabe, com elementos naturais e com a presença de água. Depois de muito pesquisar, optámos por ficar no Riad Spa Sindibad, um projecto muito recente e que fica extremamente bem localizado, junto a uma das portas de entrada na cidade velha (Medina).

Toda a experiência que tivemos neste Riad foi marcante, desde a simpatia de toda equipa, de quem ficámos amigos, até aos lanches oferecidos com o tradicional chá e as bolachas de erva doce, sem deixar de mencionar a decoração dos quartos que nos transporta no tempo, mas também no espaço e onde, correcta ou incorrectamente, nos sentimos numa casa tipicamente marroquina. Recomendamos este alojamento a todos aqueles que quiserem ter uma experiência que não se resuma ao típico “Hotel”.

Visitar Marraquexe

Jardins Majorelle

Tendo chegado à cidade a meio da tarde, quisemos ainda aproveitar as horas de luz que o dia ainda nos guardava. Como os famosos jardins Majorelle estavam relativamente próximos do nosso Riad, foi esta a escolha que fizemos para começar a visitar Marraquexe. A história dos jardins é extremamente interessante, tendo estes sido idealizados por Jacqes Majorelle no final do século XIX e cuja inspiração foi precisamente as cores vivas que predominavam nas ruas da cidade. O jardim começou a ser plantado em 1931 e alguns anos depois abriu ao público de modo a ser possível suportar os custos de manutenção. Em 1950 o jardim iniciou uma fase decadente e foi já em 1980 que Yves Saint Laurent, famoso estilista e criador de moda, comprou a propriedade e lhe deu uma nova vida.

Podemos dizer que este foi sem grande dúvida um dos nossos locais favoritos em toda a cidade. Os bilhetes podem ser adquiridos no local por 70 dirhams (aproximadamente 7€) e geralmente a fila não é muito extensa. Assim que cruzamos o portão principal a sensação que temos é a de entrar num outro mundo. O cheiro a flores cruza-se com o barulho das canas de bambu ao vento. São muitos os recantos a explorar neste jardim, com destaque para o pavilhão oriental, a estátua em homenagem a Yves Saint Laurent e magnífico o jardim dos cactos. O azul é a cor predominante e a sua ligação com os vários canais de água presentes é mediada pelas vastas trepadeiras e flores, criando uma harmonia única.

O jardim não é muito extenso em área mas garante-nos algumas horas de puro contemplação, numa experiência muito interessante e que aconselhamos a todos os que visitam esta cidade.

Bairro de Gueliz

Não podíamos deixar de escrever este roteiro sem fazer alguma referência a esta zona da cidade. O bairro de Gueliz é zona mais moderna da cidade e conjuga vários edifícios modernos com ruas cheias de vida e arborizadas com laranjeiras. É aqui que se encontram alguns dos restaurantes mais caros da cidade, mas também experiências acessíveis e parques agradáveis. Foi por aqui que jantámos alguns dias e que passeámos nas noites quentes e é também nesta zona que se encontra a estação de comboios, um edifício que conjuga traços modernos com a típica arquitectura árabe.

Maison de la photographie

Bem no centro da Medina de Marraquexe, encontramos a Maison de la Photographie, em português, o museu da fotografia de Marraquexe. Ao visitar Marraquexe, esquecemos-nos frequentemente  do passado sob ocupação francesa e da ligação que se mantém com a França deste então. Efectivamente na história, muitos foram os fotógrafos franceses e de outras nacionalidades que foram passando por Marraquexe e produzindo arquivos fotográficos únicos.

Actualmente, o museu tem mais de 4500 fotografias de Marraquexe e de Marrocos que cobrem um período de quase 100 anos, entre 1870 e 1950. Os bilhetes são adquiridos no local por 40 dirhams (4€). Visitar este museu foi um surpresa total para nós e especialmente porque não estava no nosso plano inicial. Ainda assim, podemos dizer que valeu totalmente a pena. Destacamos sobretudo a secção verdadeiramente fantástica de fotografia de pessoas e culturas, onde conseguimos aprender imenso sobre a cultura Berber e sobre os costumes desta região, tudo isto com uma viagem fotográfica de extrema qualidade. O próprio edifício do museu é uma antiga Rihad e convida à exploração da exposição, que se dispõe em 3 andares. No último piso encontra-se uma exposição especial de máquinas fotográficas antigas que nos cativou totalmente.

Fábricas de peles ao ar livre

Uma cidade vive também das tradições que lhe deram origem e que vão marcando a sua história. O trabalho artesanal com peles é um desses casos e historicamente fez de Marraquexe uma cidade chave na produção e comércio de peles animais trabalhadas. Efectivamente, uma parte da cidade antiga deve a sua existência aos complexos de tratamentos de peles, estando estes rodeados das casas onde os artesãos vivem. Aqui encontramos famílias que se dedicam a esta arte há várias décadas e é fácil identificar o peso cultural que esta actividade tem na própria dinâmica deste quarteirão.

Algo que notámos assim que chegamos a esta zona da cidade é o cheiro inconfundível. Efectivamente, entre o odor forte animal misturam-se também os odores do amoníaco usado para tratar as peles e dos pigmentos naturais usados para dar a cor final. Tudo isto é atenuado pela hortelã pimenta que nos é oferecida logo no início da visita. É-nos dito por um trabalhador destas fábricas que se trata de um trabalho muito pesado e com danos para a saúde respiratória. Percorremos quintais e terraços junto à fábrica até chegar a um ponto mais alto e daqui conseguimos ver com clareza o contraste notável entre as cores quentes da cidade e as cores das peles, dispostas em grandes tanques quase simétricos. Acima de tudo, esta é uma experiência que aconselhamos a quem pretender conhecer um pouco mais sobre o dia-a-dia dos locais, sendo um ponto de passagem importante ao visitar Marraquexe.

Palácio da Bahia

Sem qualquer dúvida que o palácio da Bahia é uma das atracções mais famosas de Marraquexe. Localizado relativamente perto da praça Djeema El’Fna, este complexo palaciano foi construído no início do século XIX com o objectivo de ser o maior e mais rico palácio de sempre. Esta ambição grandiosa traduz-se no próprio nome, que significa Belo. Com 8 hectares, toda a construção procurou captar os elementos mais marcantes da arquitectura islâmica, mantendo sendo o equilíbrio com a natureza que se traduz em jardins fantásticos.

Sendo este palácio um dos principais pontos turísticos da cidade esperávamos encontrar uma grande fila para tirar os bilhetes. Efectivamente, foi necessário esperar algum tempo até conseguimos entrar, mas não mais de 10 minutos. Cada bilhete custou cerca de 10 dirhams (1€), e para a visita sem guia, só pode ser adquirido no local. Assim que nos embrenhamos nos corredores do palácio, o que nos salta logo à vista é a riqueza arquitectónica da estrutura, com arcos incrivelmente trabalhados, painéis de azulejos vibrantes e vitrais que impressionam. O pátio principal do palácio é verdadeiramente incrível, com padrões em azulejo extremamente ricos e com uma harmonia estrutural perfeita. Só temos pena que esta zona do palácio esteja frequentemente preenchida com visitantes e se torne difícil apreciar todos os recantos sem ter de empurrar alguém para conseguir espaço.

Também o pátio ajardinado e a sala do sultão merecem destaque e garantem muitos minutos de descoberta e de contemplação. No fim da visita, saímos do palácio com a certeza de que este é um marco na vida da cidade e um ponto chave a não perder ao visitar Marraquexe.

Souks de Marraquexe

Falar dos souks é como percorrer a última alma desta cidade e da maioria das cidades marroquinas. Em português soco, esta é a designação que geralmente se atribui aos mercados de rua no norte de África e nos países árabes, mas achamos esta designação extremamente redutora da importância que têm na própria cultura marroquina. Efectivamente, grande parte da cidade antiga (Medina) está povoada de souks intermináveis e que, de certa maneira, constituem uma das atracções mais distintas de Marraquexe.

Após sairmos da nossa rihad, são apenas 10 minutos a andar até atingirmos a primeira souk. Nesta zona mais exterior da medina, é ainda possível circular com alguma facilidade. Vamos observando com atenção as lojas e bancas com os seus produtos expostos. Encontramos de tudo, desde sapatos, malas de pele, pão tradicional marroquino e especiarias de todas as cores. Vamos continuando o caminho em direcção às zonas mais centrais e os souks são cada vez maiores e mais movimentados. O cheiro das ruas é agora uma mistura de especiarias que desconhecemos, animais e pessoas. Tentamos continuar sem ser atropelados pelas dezenas de motas e carroças que vão passando a cada minuto.

É também nos souks que se conseguem os melhores negócios. Foi-nos dito por um amigo no rihad que a regra de ouro para conseguir bons negócios é oferecer inicialmente 10% do preço pedido pelo vendedor. Nas várias tentativas de negócio que iniciámos, facilmente percebemos que não é fácil manter este preço e que por vezes somos tentados a fugir a esta regra. Ao nosso lado, centenas de pessoas negoceiam simultaneamente e outros vendedores vão tentando cativar os turistas “Come and see friend, great products, great price”. É esta a alma dos souks, onde a cidade fervilha a cada segundo e o melhor de Marrocos se encontra para criar um ambiente único. É um ponto essencial ao visitar Marraquexe.

Túmulos Saadianos

Marraquexe é possivelmente a cidade de Marrocos que guarda mais monumentos históricos para descobrir. Tendo sido a residência real por alguns períodos da história do reino, é possível encontrarmos locais que reafirmam o passado imperial de Marraquexe e onde a arquitectura árabe se mostra no seu máximo expoente. Assim, não pudemos deixar de visitar os Túmulos Saadianos.

Este mausoléu onde estão sepultados 60 elementos da dinastia Saadiana foi construído no final do século XVI. Aqui encontramos antigos sultões, príncipes e outros membros da família. Este é possivelmente o local onde a arquitectura árabe mais nos surpreendeu, especialmente na sala principal do mausoléu onde o constaste criado pelos azulejos brancos e azuis se conjuga com arcadas de grande dimensões e com uma cripta sustentada em pilares brancos, de mármore italiano. As outras duas salas são mais pequenas, mas igualmente cativantes. Este museu integra a lista do património da UNESCO e pode ser visitado por 7€. O complexo não é muito grande, mas na nossa opinião, vale totalmente a pena.

Praça Jeema El’Fna

Antes de investigarmos e planearmos a nossa viagem, a imagem que nos percorria a mente era a da grande praça em Marraquexe onde o pôr do sol se revestia de um significado ainda maior. Efectivamente, este local é muito mais que uma simples praça e integra actualmente a lista de património cultural imaterial da humanidade, sendo a mais famosa atracção desta cidade e que leva muitos a visitar Marraquexe.

Historicamente, esta praça sempre foi o principal ponto de comércio da cidade e era o local onde as tribos berberes vendiam camelos e peles em troca de adornos e comida. Nas fotos do século XIX que vimos na Maison de la Photographie é possível já observar a tremenda agitação que caracteriza esta praça e que se mantém até aos dias de hoje.

Depois de percorrer vários quilómetros entre os Souks da Medina, chegamos finalmente a um grande terreiro descampado, mas ainda assim com uma dinâmica que preenche totalmente o espaço. Ao longe ouvimos o som dos encantadores de serpentes e vamos-nos guiando pelo fluxo de gente. Aqui encontramos dezenas de bancas de comida que nos convidam a provar frutas frescas, carnes grelhadas e outros alimentos de aspecto estranho. Nesta azáfama, a nossa atenção prende-se sobretudo nos vários malabaristas, artistas de rua e na presença de pequenos macacos que vão saltando assim que alguém passa.

Fomos refrescar-nos um pouco numa das muitas esplanadas que ladeiam a praça e foi daqui que pudemos testemunhar um momento mágico. O famoso pôr do sol que tínhamos visto em tantas imagens estava agora diante dos nosso olhos. Os vários tons de castanho e cor de laranja que marcam a praça durante o dia dão agora lugar ao vermelho e cor de rosa que se dispersam como um manto por toda a praça. É também por esta hora que toda a dinâmica deste local se altera. Os artistas de rua e vendedores dão lugar a dezenas de pequenos carrinhos de comida e imediatamente começamos a sentir o cheiro a grelhados no ar. Uma passagem pelo meio da praça leva-nos mais uma vez ao coração desta cidade, que agora se desenvolve por entre a luz fraca dos comerciantes e o céu estrelado sobre nós. Não se pode Visitar Marraquexe sem realmente ter visitado esta praça.

La Mamounia

Perto do bairro de Gueliz, numa zona de avenidas largas e grandes jardins, encontramos o Hotel de cinco estrelas La Mamounia. Porquê visitar um Hotel? Porque o Mamounia não é só um Hotel, mas uma janela aberta para uma outra face de Marraquexe. Os primeiros registos de edificação neste local apontam para o século XII, tendo existido aqui um palácio que seria frequentado pelos filhos do sultão. Até ao século XVIII foi mantido naquele local um jardim que atrairia os distintos locais e celebridades francesas. Foi só em 1925 que este local foi transformado em hotel.

Por aqui passaram ao longo dos anos várias personalidades mundiais, de várias esferas de actividade e das quais destacamos o General Charles de Gaulle, Édith Piaf, Ray Charles, Charles Aznavour, Orson Welles, Ronald Reagan e Winston Churchill. A visita ao hotel é permitida a não-hóspedes, no entanto, a autorização desta é feita no momento e implica uma revista de segurança. Assim que passamos o portão principal, entramos num jardim impecavelmente cuidado, que encaixa na perfeição com o edifício luxuoso que temos pela frente. No interior do hotel, tudo é luxuoso e feito para impressionar, no entanto, o que realmente nos levou a este local são as particularidades arquitectónicas e decorativas de algumas salas, que transformam a arquitectura árabe que vimos noutros monumentos numa imagem de modernidade atractiva.

Visitámos assim algumas secções do hotel e os magníficos jardins onde é possível relaxar um pouco à sombra de grandes palmeiras e desfrutar de uma paz rara nesta cidade de Marraquexe.

Mesquita da Kotoubia

De quase todos os locais mais altos que visitámos no centro da cidade de Marraquexe, o destaque no nosso horizonte vai sempre para aquela torre alta bem no centro da cidade. Com 69 metros de altura, a torre da mesquita da Kotoubia é um dos ícones turísticos de Marraquexe e uma referência arquitectónica marroquina, tendo sido construída no mesmo estilo que a grande mesquita de Rabat e da Giralda, em Sevilha.

A poucos metros da praça Jeema El’Fna, sentimos-nos quase implicitamente atraídos para este local e a própria cidade parece estar desenhada também desta maneira. Todo o edifício da mesquita está impecavelmente conservado e apesar de ter sido construída em 1147, mantém-se praticamente inalterada desde então. Não é possível a não muçulmanos entrarem na mesquita (Só na mesquita de Casablanca são permitidas entradas a crentes de outras religiões), mas ainda assim conseguimos vislumbrar o interior riquíssimo desta estrutura. Não deixem de passar por aqui ao visitar Marraquexe.

Jardins Secretos

Na cultura islâmica a natureza, e em particular os jardins, representam um papel extremamente importante. São nesses locais que se mantém o equilíbrio na vida diária e se assegura, por exemplo, a obtenção de substâncias naturais para o tratamento de doenças. Em Marraquexe são muitos os parques e jardins que povoam a cidade e que dão outra dinâmica à vida citadina. A dinastia Saadiana de que falámos anteriormente, foi também responsável pela criação de vastos jardins senhoriais. Os jardins secretos de Marraquexe foram originalmente construídos no século XVI, no entanto, acabaram abandonados no século seguinte. Foi só em meados do século XIX que estes foram recuperados e que foi construído um palácio neste complexo. Mais uma vez todas as estruturas dos jardins acabaram no esquecimento e foi só em 2008 que um ambicioso projecto de recuperação quis retomar a beleza deste local.

No meio de um souk movimentado encontramos a entrada para estes jardins. Comprámos o bilhete no local por 50 dirhams (5€) e logo no átrio de entrada ficámos fascinados com as fontes de água exuberantes e as cores vivas do local. Os jardins estão divididos em 2 grandes partes: O jardim árabe e o jardim botânico. No jardim botânico encontramos as espécies mais exóticas, enquanto o jardim árabe nos cativa com o seu equilíbrio de cores e com os cheiros a plantas aromáticas. O pavilhão central é mais um exemplo da magnífica arquitectura islâmica e encaixa nesta cena de uma forma verdadeiramente harmoniosa.

Visitar Marraquexe foi acima de tudo uma experiência de descoberta e aventura. Esta é uma cidade que gira em torno de uma dinâmica muito própria, mas fascinante assim que conseguimos entrar no ritmo alucinante que a caracteriza. É um local de choque cultural que não vamos esquecer e que nos marcou de forma muito positiva. Aconselhamos sem qualquer dúvida a todos os viajantes, especialmente pela confluência perfeita de pessoas, culturas, cheiros e sabores que encontramos em todas as ruas desta metrópole.

Deixe um comentário